O Mar está sujo e cansado.
Algo precisa ser feito

Por que participar da Marina Week
2021 e da Década do Oceano

Um só oceano, um só futuro

O mar é parte essencial das nossas vidas. Ele nos protege e nos alimenta, distribui ventos e chuvas, regula as temperaturas e fertiliza o planeta. É o lar de milhares de formas de vida. Nos traz paz, alegria e descanso e é fonte de infinita inspiração cultural.

Mas ele não é inesgotável.

O mar está sujo e cansado, quase sem forças para se recuperar. Suas águas estão mais quentes, mais poluídas e suas riquezas estão sendo dilapidadas. Algo precisava ser feito.

Para reverter este cenário de iminente colapso dos oceanos, a Assembleia Geral das Nações Unidas nomeou os próximos dez anos (2021-2030) como a Década das Nações Unidas para a Ciência Oceânica para o  Desenvolvimento Sustentável . Serão dez anos de esforços conjuntos de todas as nações para resgatar a saúde do oceano e entregar para as próximas gerações um mar como nós o conhecemos: limpo, saudável, produtivo e sustentável.

É neste contexto que a revista Scientific American Brasil e a Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), através dos seus institutos

Oceanográfico (IO-USP) e de Estudos Avançados (IEA-USP), tomaram a iniciativa de realizar anualmente em São Paulo uma semana do mar, a Marina Week, um grande festival para celebrar o mar e discutir as questões cruciais para o futuro do oceano.

São Paulo, a maior metrópole das Américas, localizada a 80 km da orla, possui uma dinâmica e histórica ligação com o mar, que precisa ser resgatada e vivenciada. O estado abriga o maior porto da América Latina; seu litoral, com ricas e diversificadas belezas naturais, biodiversidade e culturas tradicionais, é destino de lazer de milhões de paulistas e brasileiros, que interagem continuamente com o mar.

Ao longo de sete dias uma intensa programação voltada para o público geral e composta por seminários, painéis, exposições, espetáculos artísticos, festivais de cinema, workshops das ONGs, gastronomia sustentável e encontros com grandes personalidades do mar irá se constituir num grande momento de celebração e resgate do nosso oceano.

Porque o mar é um só. E é de todos nós.

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Cultura marítima:
reconhecer o papel do mar em nossas vidas

Muitas pessoas não têm ideia de como nossas ações diárias afetam a saúde e a sustentabilidade do oceano. A maioria de nós também não compreende como a saúde do oceano afeta nossas vidas diárias. A maioria dos cidadãos não está ciente de toda a importância médica, econômica, social, política e ambiental do oceano e dos mares. No entanto, o que alguns estudiosos chamam de “cegueira oceânica” pode ser combatido melhorando o acesso a uma educação oceânica precisa e convincente que fortalece a conexão do aluno com o oceano. Essa é a essência da cultura marítima: uma compreensão da influência do oceano sobre nós e nossa influência sobre o oceano.

A aprovação de um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas voltado para o oceano, o ODS14, foi uma grande conquista para a comunidade oceânica global. No entanto, se conseguirmos alcançar o ODS14 para “conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos” e implementar as políticas oceânicas globais necessárias para sustentar ecossistemas oceânicos saudáveis, será preciso construir um eleitorado global para o oceano.

Na última década foram produzidos vários relatórios de pesquisa nacionais que documentam a centralidade do oceano, das costas e dos mares para a economia, o ambiente e a qualidade de vida. Eles enfatizam a necessidade de uma cultura marítima mais consolidada para melhorar a estabilidade econômica e a segurança nacional e permitir que a sociedade entenda questões críticas associadas a importantes tópicos relacionados ao oceano, abrangendo ecologia, comércio, exploração de energia, mudanças climáticas, biodiversidade, oceano e saúde humana, e desenvolver um futuro sustentável.

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A década dos oceanos

No dia 5 de dezembro de 2017, as Nações Unidas declararam que a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável seria realizada de 2021 a 2030. Essa Década construirá uma estrutura comum para garantir que a ciência oceânica possa apoiar plenamente os países na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A Década proporcionará uma oportunidade única para se criar um novo alicerce, por meio da interface ciência– política, para fortalecer a gestão dos nossos oceanos e zonas costeiras em benefício da humanidade.

A Década fortalecerá a cooperação internacional necessária para desenvolver pesquisas científicas e tecnologias inovadoras que sejam capazes de conectar a ciência oceânica com as necessidades da sociedade. Contribuirá também para os processos da ONU que protegem o oceano e seus recursos, como as Metas de Aichi para a Biodiversidade, o Caminho de Samoa, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres.

A Década exigirá o envolvimento de diversas partes interessadas para criar novas ideias, soluções, parcerias e aplicações, tais como: cientistas, governos, acadêmicos, formuladores de políticas, empresas, indústria e sociedade civil.

A Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO foi encarregada pela Assembleia Geral da ONU para trabalhar com todas as partes interessadas para delinear uma Década da Ciência Oceânica que nos ajudará a obter o oceano que precisamos para o futuro que queremos.

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Conheça os realizadores

Scientific American Brasil

Scientific American Brasil, é a edição nacional da mais antiga revista de divulgação científica do mundo, com 175 anos de existência. Presente no mercado brasileiro há 18 anos, é a mais reputada revista commercial desse segmento, com alcance nacional e público qualificado.
Além da revista, Scientific American Brasil também organiza eventos de divulgação, nos quais estudiosos da linha de frente da pesquisa apresentam seus trabalhos ao grande público numa linguagem acessível e interessante.

Com estas iniciativas, a revista procura promover a cultura científica, a racionalidade e a valorização do conhecimento, bases para o desenvolvimento do país.

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Cátedra Unesco

Desde 2019 está em atividade no Brasil a Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos, resultado de convênio entre a Unesco e a USP.
Proposta e coordenada pelo professor Alexander Turra, do Instituto Oceanográfico (IO) A cátedra tem o Instituto de Estudos Aavançados da USP e o IO como responsáveis por suas atividades e gestão. Há também quatro instituições parceiras: Coordenação de Ciências Oceânicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação; o Brazilian Future Ocean Panel (Painel Mar); a Brazilian Coastal Benthic Habitats Monitoring (ReBentos); e a SOS Mata Atlântica.

A finalidade da iniciativa é promover um sistema integrado de pesquisa, treinamento, informação e documentação sobre o tema. Seus objetivos incluem a promoção da cultura marítima, o desenvolvimento da ciência integrada, tecnologia e inovação para a sustentabilidade oceânica, a promoção e o monitoramento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – com foco no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – e atuar como plataforma para o trabalho em rede entre instituições de pesquisa, tomadores de decisão, setor privado e sociedade civil em geral para colaboração e compartilhamento de conhecimento.
A cátedra terá a duração de quatro anos, período que poderá ser renovado se houver a concordância das partes.

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